Reviews #1 - Comentários sobre os últimos lançamentos!


            Inaugurando mais uma coluna na Kurumada Legends, eu, o seu amigo Damien, vou tecer alguns comentários sobre cada um dos spin-offs que foram lançados na Champion Red/Cross desse mês, e claro, vou falar do capítulo mais recente do gaiden de Fuuma no Kojiro, onde tivemos mais um capítulo da saga do incrível Asuka Musashi! Falando nessa obra, quero começar por ela nessa nossa breve análise!

            A partir de agora teremos spoilers de todas as obras, leia por sua conta e risco! 

    

            Eu não escondo que o Musashi é a melhor coisa de Fuuma no Kojiro, mas os gaidens estão trazendo um trabalho ainda mais interessante com o personagem. Todo esse arco do Musashi é por conta da morte de sua pequena irmã, e acho interessante como o Kurumada nos mostra sua relação com as crianças. Ele confia nelas ao ponto de mesmo desconfiado, aceitar a água que foi oferecida a ele.



            E ele paga o preço por isso, já que as bordas da colher onde a água foi oferecida estava envenenada, mas não pelas crianças e sim por um adulto que guardava rancor contra ele por ter destruído seu clã.



            O capítulo segue com esse pequeno confronto em que o Musashi vence de forma rápida, e depois vemos o que verdadeiramente é interessante nesse capítulo! Ele derrota os ninjas que tentam se passar pelas crianças que tinha visto mais cedo, e aqui ele faz uma constatação não só sobre os inimigos, mas sobre ele. Adultos (ou pessoas mais velhas como ele), estão cheias do cheiro da morte. Isso não é apenas literal por parte de Musashi, mas também carrega um simbolismo, já que ele se corrompeu de todas as formas para que sua irmã fosse bem cuidada. Musashi matou, se tornou frio, de um certo modo até mesmo um pouco cruel, e aqui o vemos se "martirizar" mais uma vez. 



            Mas, se os adultos estão cheios de morte, as crianças estão cheias de vida. Elas representam a juventude, por uma obviedade, e também um futuro cheio de possibilidades. Elas simbolizam uma pureza de espírito e inocência, tanto que elas ajudam Musashi e brincam com ele logo de cara. Ele não se irritou com elas, não as culpou e nem as machucou. Mesmo que o erro inocente delas o tivesse deixado envenenado, ele mesmo assim tratou aquelas puras crianças com carinho e gentileza. 





              A frase final é ainda mais impactante! "Ir é mais fácil, já o retorno é assustador"

            Entendo por isso que, se perder no meio do caminho é uma tarefa simples. Se perder em meio aos desvios, não exige pensamentos profundos, grandes mudanças e nem dores. No entanto, chega uma hora em que estamos tão perdidos que não conseguimos voltar a ser o que éramos antes. Não apenas isso, percorrer aquele caminho outra vez é dar de cara com seus erros, com suas escolhas ruins. A culpa geralmente nos consome, mas se queremos voltar a ser o que um dia fomos, mesmo que isso não exista por inteiro, o minucioso exame de nossas vidas se faz necessário. Mudar é assustador, como a própria página nos diz, mas mesmo que dê medo, nunca pare de tentar. Musashi está tentando mudar por conta da morte de sua irmã, pois até o fim ela acreditou em sua bondade e gentileza. É bem verdade que apesar desse caminho cheio de violência, Musashi tenta ser gentil. E acredito que conforme avançarmos nos capítulos desse gaiden, veremos um homem cada vez melhor. Veremos um homem de verdade, veremos um homem gentil. Que capítulo lindo!

            Estou verdadeiramente ansioso para ver o que mais o Kurumada nos reservou para a jornada do Musashi! Agora é esperar com ansiedade para a continuação do arco do país morto! 

            Como nota, e com alguma emoção desequilibrando essa nota que irei dar, fico com 10/10 como classificação para esse capítulo! 

            Agora falando sobre a participação da franquia Saint Seiya nos lançamentos desse mês de dezembro, vamos começar por Rerise of  Poseidon e seu interessante capítulo 12! 



            Rerise é o que é, uma obra que nos promete lutas empolgantes e bastante fanservice, e nesse capítulo não foi diferente! A luta entre Pollux e Kanon continua, e achei interessante o Suda ter feito algumas inserções aqui para conectar com a saga clássica, como a cena da Saori com o próprio Kanon um pouco antes dos renegados chegarem até a estátua de Atena, mostrando ainda mais como ela estava ciente do que queria fazer e da força de seu planejamento, algo que exalta essa personalidade mais estrategista por parte da Saori também. 




            Aqui também temos a introdução da temática central do capítulo, o uso do oitavo sentido! De primeiro momento eu confesso não ter gostado tanto assim, e no momento em que escrevo essa breve análise, ainda não sei se é algo que gosto de ver sendo utilizado na franquia, mas pelo menos foi funcional dentro do capítulo. Descobrimos que Pollux consegue usar o oitavo sentido, e que ele usa desse poder para voltar ao mundo dos vivos. Kanon diz que: "É como se você se tornasse um fantasma no momento em que quisesse." Achei o conceito particularmente bem parecido com o que vemos a Shiori usando em The Lost Canvas, particularmente nos extras em que temos alguns capítulos focados em Asmita, Sísifo e Ílias, onde há uma explicação a respeito do oitavo sentido. Bom lembrar que lá, o cavaleiro de leão também conseguia retornar ao mundo dos vivos e tinha umas funcionalidades a mais, mas o espírito da coisa (com o perdão do não intencional trocadilho) é o mesmo! 



            A batalha em si é um pouco mais do mesmo, mas vemos Kanon conseguindo utilizar o oitavo sentido para atacar Pollux, dando um pouco mais a impressão de um cosmo de batalha (algo que eu particularmente nunca vi muito bem no clássico, mas é um assunto que busco entender melhor), e ficamos nas trocas de golpes padrão e nada de muito especial. 

            O uso do Kanon em particular é um tanto curioso. A proposta de Rerise sempre foi dar uma maior profundidade aos marinas, algo que o Suda fez bem com o Bian de Cavalo Marinho por exemplo. De todos esses, o Kanon era o que menos precisava de algo. Seu arco de personagem se concluiu no momento em que se sacrificou para matar Radamanthys no inferno, então não acho que a obra realmente acrescente algo a ele, mesmo vendo como positivo as cenas em que se lembra do curto período em que passou no santuário depois da sua volta, e especialmente do impacto do perdão de Atena em sua vida, e também do reconhecimento de Milo. Mesmo que seja uma redundância de uma certa forma, são cenas maneiras e que apelam bem para a nossa nostalgia! 



            Nesse capítulo também temos a apresentação da archscale de Dragão Marinho, e achei ela mais simples do que estava imaginando que seria. Isso não é ruim, que fique claro, prefiro uma aparência mais contida do que algo cheio de detalhes um tanto desnecessários, como foi o caso da escama do Bian e do próprio Io também. 


            Tem algumas coisinhas a mais no capítulo, como o discurso e a maturidade do Kanon com o Isaak, o novo golpe do Kanon que é inspirado em Ring ni Kakero, onde o Suda mostra mais uma vez como é fã do mestre Kurumada também, mas acho que mais importante do capítulo acabou sendo dito já. Terminamos então com um gancho que envolve o Sorento. Ele agora retornou até a presença da Nemêsis e acho que finalmente vamos ver o que é essa reviravolta que nos foi prometida. Tenho a impressão de que a obra já está chegando ao fim, então aproveitem bastante essa reta final e tudo que o Suda tem para nos proporcionar! 


            De um modo geral, achei um bom capítulo! Dou a nota 7,5/10 para ele nesse fim de análise! 

                Para finalizar, vamos agora falar do Episódio G - Requiem 54! 


            Essa deve ser a menor parte da análise. Episódio G - Requiem além de não ter muitas páginas, também não avança muito nos eventos ao longo dos capítulos. Cada vez mais o Okada tem se arrastado no ritmo dos capítulos, o que é uma pena. O capítulo continua o conflito de Shiryu contra Métis, e como é de costume do Okada, vemos toda aquela arrogância divina nos sendo apresentada. O capítulo acaba sendo um pouco só isso. Métis é arrogante, Shiryu evita os ataques, ela evidencia ainda mais o que está querendo, tendo olhos para a imatura Saori e, como apresentado no capítulo passado, ainda não conseguiu quebrar a barreira feita pelos aspirantes mais velhos que foram apresentados nos últimos capítulos. Aqui é interessante existir a fala do "eu posso existir como um deus masculino" e ver ela invocar uma criatura para lutar contra o Shiryu, que acaba chamando de filho. 


            E é um pouco meio que isso. A gente tem algumas ceninhas de luta, o Shiryu contendo esse ser gerado pela Métis mesmo sem sua armadura, os aspirantes mais velhos indo refazer a barreira e fica por isso mesmo. Temos um gancho ao final onde é levantada a dúvida sobre o Shiryu conseguir ou não usar a armadura, o que até o momento não faz muito sentido, já que ele usa ela perfeitamente na batalha contra o Pontos. Vamos ver o que isso nos reserva, espero que o Okada tenha algo na manga para tornar essa parte do mangá interessante, já que desde o fim do primeiro arco do Seiya, o Requiem anda vivendo de lampejos. 


            De um modo geral, achei um capítulo bem mediano. Fica com uma nota 5/10! 

            E assim encerramos essa primeira análise! Espero que tenham gostado!
            Até a próxima, meu povo!